Yuri GalenoYuri GalenoChegar aos 40 anos me trouxe algumas preocupações, entre elas a menopausa. Por isso, fomos conversar com o endocrinologista e parceiro da academia Cras Fitness, Yuri Galeno.  Ele nos explicou que na verdade os hormônios começam a diminuir a partir dos 50 anos, em geral, mas que vale a pena ficar de olho neles porque nesse período a gente já pode iniciar o climatério e quanto mais cedo a gente se cuidar, melhor né?! Segue nossa entrevista com o médico.


1)  Dos 40 aos 50 é uma preparação para a menopausa?

YG- A gente chama de climatério. Ciclos aonde a mulher menstrua, mas não ovula. Então a fertilidade vai reduzindo com o tempo e ocorre também o risco de má formação do feto, caso a mulher tente engravidar. Mas pode haver ciclos férteis, apesar de pouco provável, havendo risco da gravidez.

Durante o climatério, a mulher já tem perda de massa óssea, ciclos menstruais irregulares, bem como ela pode experimentar alguns sintomas da menopausa, como perda da libido, queda de cabelo, pele ressecada, insônia e alterações do humor.


2) Como e quando acontece a chegada da menopausa?

YG- A menopausa é dada por definição quando a mulher passa um ano sem menstruar, se ela menstrua com intervalos, por exemplo de seis meses, ela ainda está no climatério. Em média, os hormônios começam a diminuir a partir dos 50 anos. Algumas pessoas começam um pouco antes e outras um pouco depois. O ovário nasce com uma quantidade de óvulos predeterminada dentro do útero, quando eles acabam não há mais a produção de hormônio feminino em quantidade significativa. A falta dele resulta em problemas ósseos, perda de libido, insônia, perda de cabelo, problemas cardiovasculares, piora no humor, depressão e sensação de calor.


3) O tratamento da menopausa é feito com reposição hormonal, quais os cuidados que se deve ter ao fazer esse tratamento?

YG- Ao começar sentir esses sintomas, deve-se procurar um ginecologista ou um endocrinologista, porque antes de iniciar uma terapia de reposição hormonal é preciso que se faça um check up prévio para analisar as glândulas que são relacionadas com a produção hormonal, são elas os ovários e as mamas.

O útero também deve ser monitorado, pois se a mulher não fez histerectomia, há risco de câncer no endométrio, caso a reposição seja feita de forma inadequada.  Existe ainda a possibilidade do surgimento de pedras na vesícula, quando a terapia é feita via oral. Outro risco é a trombose venosa, é pequeno mas aumenta a probabilidade quando se tem obesidade, diabetes, história de trombose na família, ou seja, quando ela tem ou outro fator de risco para trombose.


4) Toda mulher pode fazer reposição hormonal?

YG- Não. Existe uma idade que a gente chama de janela de oportunidade, aonde ela começa a fazer a reposição seis anos antes da menopausa. Se o processo de menopausa teve início com 50 anos, ela tem até 56 pra iniciar a reposição. Os estudos mostram que após esse período, a reposição começa a trazer mais prejuízo do que benefícios. 


5) Como a atividade física pode ajudar às mulheres na menopausa?

YG- O sedentarismo agrava os problemas de saúde e na menopausa eles são intensificados. Nesse período, a mulher vai ter mais ansiedade e alteração de sono. Se ela tiver uma vida mais saudável, esses problemas tendem a amenizar.


6) É seguro fazer a reposição hormonal?

YG- Hoje em dia tem os hormônios que são bioidênticos, que quando bem utilizados eles têm uma repercussão favorável. A ciência já evoluiu ao ponto de tornar a reposição hormonal algo seguro e confiável, mas nós não estamos aptos a dizer que é isenta de risco, por isso a importância de um acompanhamento médico. De um modo geral as terapias via oral e adesivos são mais seguras, têm menos efeitos colaterais.

É isso pessoas, muita saúde e hormônios femininos pra gente. Beijosssssssssssssssss

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